No
dia das crianças, o céu amanhece miúdo,
com cheiro de rio e reza de passarinho,
Nossa Senhora, negra de azul,
guarda os meninos no bolso do seu carinho.
Dizem que a santidade mora longe,
mas eu vi Deus cochilando num barraco,
e a fé dos brasileiros, feito passarinho,
fazendo ninho no galho mais fraco.
Nossa Senhora Aparecida,
santa negra das águas e dos esquecidos,
recolhe em tuas mãos os sonhos quebrados,
os brinquedos sem pilha, os pães repartidos.
Porque ser santo é ter o coração descalço
e os braços estendidos.
E quando o amanhã vier de pés pequenos,
trazendo esperança no bolso furado,
que cada criança invente
um sol novo no quintal deste Brasil machucado.
Amém, e que a fé, feito semente,
floresça até no chão mais pisado.
Daniel André
com cheiro de rio e reza de passarinho,
Nossa Senhora, negra de azul,
guarda os meninos no bolso do seu carinho.
Dizem que a santidade mora longe,
mas eu vi Deus cochilando num barraco,
e a fé dos brasileiros, feito passarinho,
fazendo ninho no galho mais fraco.
Nossa Senhora Aparecida,
santa negra das águas e dos esquecidos,
recolhe em tuas mãos os sonhos quebrados,
os brinquedos sem pilha, os pães repartidos.
Porque ser santo é ter o coração descalço
e os braços estendidos.
E quando o amanhã vier de pés pequenos,
trazendo esperança no bolso furado,
que cada criança invente
um sol novo no quintal deste Brasil machucado.
Amém, e que a fé, feito semente,
floresça até no chão mais pisado.
Daniel André

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Agradeço a sua visita e comentário. Abraços, Dan.