30 de janeiro de 2014

O altar


Quando as montanhas escolhem
as minhas costas para descansar
dobro meus joelhos cansados
e medito no meu altar.

Aqui não existe guerras,
só os deuses do bem, sem antagonismos
que invocam humanidade e amor,
no fechar dos olhos, reflito.

Vejo um novo mundo
com olhar sob prisma diferente
na mandala das verdades fluto
numa pomba da paz reluzente.

A estrela que mais pulsava:
um santuário de plena harmonia
Jesus, Oxalá, Krishna e Buda
abraçavam minha alegria .

Em uma brilhante mesa
ensinamentos valiosos,
sou acolhido por grandes homens
que conhecem o fundo dos meus olhos.

De volta para o lampejo da fé
o meu altar é um abrigo seguro,
nele as forças que preciso,
para o sol, clarear o escuro.

Dan André

27 de janeiro de 2014

Amor sagrado

Amor dos meus olhos,
Nutrição dos meus versos,
Pulsante raio de luz,
Que me conduz ao universo.

Amor dos meus sonhos,
Nuvem doce do infinito,
Fecho os olhos te vejo voando,
Penso em ti, logo existo.

Amor da minha existência,
Estrela dourada do meu coração,
Atmosfera da minh´alma,
Meu nobre suspiro de emoção.

Dan André.

21 de janeiro de 2014

Amiga

Querida amiga,
Seja igual,
Aquela menina,
Que corre no verde,
Sorrir para a vida,
Com jeito moleca,
Encantando a natureza,
E não se esqueça,
Meu ombro é seu.

Permita que o sol,
Nessa manhã dourada,
Encha-te de júbilos,
E sua risada,
Seja perpetuada,
Entre as arvores,
E os ventos
Que levarão
A sua tristeza.

Sinta a terra,
Sarar seus pés,
Ouça o riacho,
Coma uma fruta,
Daquele cacho,
Deite-se num ramalhete,
De lindas camomilas,
E fique tranqüila,
Observando o sol,
Beijar a testa,
Da lua.

Dan André