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Vou mostrando como sou, e vou sendo como posso, jogando meu corpo no mundo ...

10 de fevereiro de 2024

Açougue dos desejos

No paradoxo da carência desenfreada
a necessidade em ser visto com atenção
assassinam os nobres sentimentos
para que a carne esteja em exposição.
 
corpo exposto, genitália à mostra,
na fria câmara do prazer, sem enfoque
os sentimentos abatidos em vida,
satisfaz o imediato desejo do toque
 
cortes precisos, desejos dilacerados,
embalados em telas profundas de solidão
o coração em silêncio e cansado,
com fotos mendigando orgasmo e atenção.
 
sem saber, meu corpo também é mercadoria
faz parte do balcão online, de paixões vazias,
dos instintos fisiológicos, desejos efêmeros
sem completude e lançado aos quatro ventos.

Daniel André.

4 comentários:

  1. DAN,
    DESCULPE-ME POR DIGITAR EM CAIXA- ALTA, MAS ESTOU SEM DINHEIRO PARA TROCAR MEU TECLADO. CONVIDO VOCÊ A LER O MEU BLOG "HUMOR EM TEXTO" E SABER A VERDADE SOBRE NOSSO QUERIDO MACHO ALFA, O PRESIDENTE DOS "ESTADOS, BIDEN!!!
    NINGUÉM VAI TE ENGANAR DEPOIS DAQUELA POSTAGEM.
    FELIZ CARNAVAL E UM ABRAÇÃO CARIOCA.

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  2. "Sem saber, meu corpo também é mercadoria
    faz parte do balcão online, das paixões vazias,
    dos instintos fisiológicos, desejos efêmeros
    sem completude e lançado aos quatro ventos."
    Esta última parte do seu poema é muito expressiva e esclarece todo o poema. Gostei muito.
    Tudo de bom.
    Uma boa semana.
    Um beijo.

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  3. Olá Dan!
    Que bela postagem!
    Saudades amigo.
    Lua Singular

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Agradeço a sua visita e comentário. Abraços, Dan.