7 de maio de 2016

A caverna de mim



Na entrada a caverna é estonteante
Encanta a alma e a retina
Hortênsias gentis, violetas receptivas, 
sensitivas.

No interior o mistério não amedronta
Com figuras rupestres pintadas a sangue
E incontáveis estalactites chorosas, 
intumescidas.

As estranhas formas de vida
Desconhecem o otimismo do sol
E abrigam uma triste escuridão, 
solidão.

A cegueira que me condiciona ao tato,
Faz-me privar da ilusória visão
O grito ecoante me dá rumo, 
sumo.

Nesse caminho taciturno existe um fim
Abrilhantado por pedras preciosas
Lapidadas em um disfarçado sorriso, 
finjo.

Daniel André 

Tudo gente boa.

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