Sonhei que acordava num mundo programado,
Onde o pensar já vinha formatado,
Homens de espelhos, sorrisos fabricados,
Corações rendidos a desejos moldados.
Havia templos erguidos no medo,
Vendendo paraísos ao preço do apego,
Corpos moldados por regras de aceitação,
Almas vazias pedindo aprovação.
Corriam cegos pela ascensão social,
Trocando a essência por brilho artificial,
Repetiam discursos em fervor mecânico,
Como máquinas servindo um futuro tirânico.
Andei sozinho entre vitrines e correntes,
Enfrentando vozes frias e persistentes,
Recusei as formas impostas pelo rebanho,
Mesmo tratado como erro ou estranho.
E quanto mais negava os padrões daquela terra,
Mais crescia uma silenciosa guerra,
Pois fugir do que domina deixa cicatriz,
A liberdade tem espinhos antes da raiz.
Rompi o sonho, ou talvez a prisão,
E vi o cárcere escondido na aceitação,
De viver sem nunca a si pertencer,
Então escolhi perder-me para me conhecer.
Daniel André
Oi, Daniel! Rapaz que poema maravilhoso. Muito lindo e tocante. Adorei. Um abraço!
ResponderExcluirUm sonho orwelliano
ResponderExcluirBela e incrível poesia!
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
E aí, tudo bem?
ResponderExcluirUm poema forte, reflexivo. Que preço estamos dispostos a pagar pela liberdade? Ou melhor seria se conformar, se adequar ao que o Tirano manda? Conhecer a si mesmo, só pra depois, conhecer e entender o mundo.
abraços
Olá Daniel,
ResponderExcluirEsse poema é bem dolorido, sangra; porque
tem muitas falas dentro dele e falas que gritam
mas também falas silenciosas...
Mas já dizia o oráculo de Delfhus: "Conheça-te a ti mesmo".
O Brasil é um país belíssimo mas existe uma falsa liberdade...
Mas isso é outra história.
Obrigada pelas suas palavras lá na casa.
Boa entrada de mês.
janice.
Belas e incríveis palavras!
ResponderExcluirBoa semana!
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Até mais, Emerson Garcia
Libertar-se e se conhecer, onde nasce o pertencer.
ResponderExcluirPoesia em reflexão em sintonia.
Como diria Caetano Veloso, sejamos imperialista cultural amigo.
Gostei e aplaudo.
Um abração