Não é o teu corpo
— onde minha língua bífida desliza —
orvalho salgado na pele em brasa,
mãos famintas de libido,
urros cravados no lençol do instante,
que fazem de mim o teu prisioneiro.
Não.
O que me prende a ti
está além do suor,
além da amizade,
além da intimidade dos dias,
dos anos,
da vida.
É algo sem forma,
sem nome,
sem medida.
É invisível…
mas, meu Deus,
como é bom.
Daniel
André
