Às
seis da manhã,
até os raios de sol
bocejavam atrás das árvores.
Sentei
ao lado de uma mulher
num banco de ônibus
e a viagem resolveu conversar.
Falamos
de discos antigos da MPB,
de novelas que ainda moram na memória,
de astrologia,
de incensos que perfumam silêncios,
das dores que cada um aprende
a carregar sem alarde.
Também
perguntamos
quem somos nós
nessa imensidão
que nem desconfia do nosso nome.
O
ponto dela chegou.
Antes
de descer,
deixou um beijo no meu rosto
e sorriu:
—
Nosso santo bateu.
Isso é energia boa.
O
ônibus seguiu.
E
eu descobri
que há manhãs
em que o destino
compra passagem
só para lembrar
que dois desconhecidos
também podem florescer
por alguns quilômetros.
Daniel André.
Boa tarde Daniel. Seu texto é bem interessante. Quando o meu saudoso pai, nos deixou, fui a Juiz de Fora, dentro do ônibus fiz uma amizade com um homem chamado Wallace. Desde esse dia viramos grandes amigos. E conheci Museus em Juiz de Fora e Santos Dumont. Só gostaria de pedir um favor. Tenho pedido ao meus amigos de Blogger, que não colocassem nenhum link de direcionamento para outros Bloggers. Gostaria que você atendesse o meu pedido. No mais, uma excelente terça-feira e um grande abraço do seu amigo carioca.
ResponderExcluirInteressante quando os "santos" se cruzam e parecemos gerandes amigos de até então desconhecidos!
ResponderExcluirMuito legal!
abraços, chica
Já fiz viagens que me fizeram crescer e alimentaram a minha solidão por instantes!
ResponderExcluirSorrisos viajantes!
💋💋💋Megy Maia
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
ResponderExcluirGosto de pensar , que encontros assim é coisa de anjos.É tão raro e maravilhoso, que só mesmo numa poesia pode ser descrito.Parabéns por saber usar tão bem as palavras e compartilhar toda essa energia positiva em forma de poesia.Abraços, Ming
ResponderExcluirIt’s a beautifull day
ResponderExcluirOi, Daniel! Quando o Santo bate dá aquela sensação maravilhosa de que algo mágico aconteceu, não é mesmo? Que os seus futuros encontros sejam assim com o Santo bater, vez que o encontro dessa maneira é sempre melhor de ser aproveitado. Bela poema meu amigo, aliás você faz poemas como quem brinca com as palavras. Um abraço e bom restinho de semana pra ti.
ResponderExcluirDaniel, que encontro bacana. Coisa difícil de acontecer em um transporte público. Comigo aconteceu somente umas duas vezes na vida. Mas minha esposa tem amigas com as quais tem contato e encontros há anos, e se conheceram durante as viagens de trem indo para o trabalho.
ResponderExcluirabraços
Quando o Santo bem já é bom sinal!
ResponderExcluirGostei de ler o texto!
Bjxxx,
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Bom dia, Daniel
ResponderExcluirÓtima postagem. É tão bom quando encontramos alguém desconhecido e a conversa flui naturalmente. Essas amizades são ótimas. Um forte abraço.
Meu querido amigo Dan,
ResponderExcluirSão desses encontros inesperados que a vida nos reserva que podemos aprender o real sentido da vida. Às vezes uma conversa com uma pessoa desconhecida é mais valiosa que dos nossos amigos de longa data e sempre podemos aprender algo novo seja com quem for. E melhor ainda quando o santo bate, aí é certeza que o papo rendeu e fez aquele dia ser muito especial. Belo relato meu amigo, acredito que você tenha feito uma nova amizade, mesmo que ela seja esporádica. Aproveito para agradecer os belos comentários no meu blog, aviso que já tem postagem nova e a sua presença só engrandece a postagem.
Um abraço meu amigo
Dan meu amigo,
ResponderExcluirSó retificando uma informação, eu te falei sobre a minha postagem mais recente, porém essa você já comentou. Vou te passar uma outra postagem anterior que você talvez não tenha conseguido ver e queira deixar um comentário, pra mim será uma grande felicidade! Segue o link abaixo. Boa leitura! Abraços!
https://rebeldiacomsutileza.blogspot.com/2026/05/nunca-irei-te-machucar.html#comment-form
Boa tarde Daniel
ResponderExcluirHá encontros que chegam sem aviso e partem deixando a alma mais leve.
O seu poema captou essa beleza com uma delicadeza encantadora. Gostei imenso.
Boa semana.
Um beijo!
:)
Olá, amigo Daniel, como você sabe bem, Carlos Drummond
ResponderExcluirde Andrade, que era mineiro, que passou grande parte de sua
vida no Rio de Janeiro, escreveu poemas inesquecíveis sobre
o cotidiano como o "Poema de Sete Faces" quando ele
provavelmente se dirigia para a casa em ônibus ou bonde.
Lembrei dele lendo seu ótimo poema.
Votos de uma excelente semana!
Abraços, amigo.
É por isso que eu adoro o transporte público!!! Ah e quando o santo bate, então. Que deleite te ler e saber que o destino também compra passagem!
ResponderExcluirBeijo Daniel
Linda Poesia Daniel, forte abraço.
ResponderExcluirhttps://cidocemulher.blogspot.com/
Beautiful blog
ResponderExcluirOs laços estão aí para serem desfeitos e reconstruídos a todos
ResponderExcluiros instantes. Nunca estamos sós e quando o santo bate então....
melhor ainda, k.
Boa continuação de semana.
Dan,
ResponderExcluirAdoro poesias sempre,
mas poesias narrativas de
lindas situações eu amo e sempre
deixo a imaginação solta e as cenas
acontececem lindamente na minha cabeça
de poeta e de atriz.
Bjins
CatiahôAlc.
Muito bom quando se fala com alguém em sintonia. A vida fica mais leve.
ResponderExcluirBeijos.
Linda poesia.
ResponderExcluirArthur Claro
http://www.arthur-claro.blogspot.com
Lindo poema!
ResponderExcluirA comunicação tende a perder-se entre os seres anónimos neste egotismo pós-moderno.
O seu poema idealiza e reconforta.
Bj
Amei sei poema
ResponderExcluirUm encontro nem sempre é casual
Pode ser um passo para a eternidade.
Parabéns
Abraço
Passando para desejar boa semana e me atualizar com sua escrita.
ResponderExcluirQuando o 'santo bate' é um bom sinal _ a energia é boa sim.
Seu poema também deixa meu dia bem mais interessante e a caminhada será mais atraente, com certeza. rs
Bora florescer por aí André.
abraços abraços