A garganta seca
teu nome é areia.
Da ausência, nasce febre:
um desejo em silêncio,
crescendo pela pele.
Venha.
Sacia essa sede antiga.
Quero teu gosto breve,
teu corpo em combustão.
Depois, o vapor.
Depois, o nada.
E no nada,
de novo, o começo.
Daniel André
12Agosto2013
12Agosto2013
