Natureza, tesouro mais precioso,
presente eterno de vida e respiro.
Teu esplendor, dom majestoso,
é herança viva que no tempo inspiro.
Em teus bosques e verdes catedrais,
habitam seres de rara beleza —
em asas, cores, cantos e sinais,
num manto vivo, bordado de natureza.
Tuas veias de água seguem seu caminho,
rios límpidos que acalmam e sustentam.
Neles, peixes dançam com o destino,
sob o sol que aquece e alimenta.
Ó mar, berço azul de tudo que pulsa,
onde corais e manguezais se entrelaçam.
Polvos e estrelas, em algas que ondulam,
cantarolam com golfinhos que jamais se cansam.
Montanhas erguidas como sentinelas,
guardam segredos do tempo e do vento.
Preservá-las é honrar suas janelas
que espelham a alma do firmamento.
Que nunca esqueçamos — somos parte,
não senhores deste planeta sagrado.
E proteger a terra, com gesto e arte,
é um poema que precisa ser recitado.
Daniel André
