Vou para o céu caçar estrelas,
guiado por trilhas de velhos romances
aqueles que tocaram meus lábios
como beijos breves e distantes.
Acredito no brilho que dança no escuro,
na força empírica de dois corpos que se atraem,
no verbo e no cálculo, no mistério profundo
que nem a ciência ousa decifrar
o indizível nome do amor.
As estrelas me sussurram:
amar é existir em expansão.
E eu, entre constelações,
busco o abraço quente da luz,
como quem volta pra casa no fim da noite.
Neste pequeno globo imensurável,
rabisco órbitas, traços,
como quem caça...
e é também caçado.
E sigo, armado apenas
com um romantismo primoroso,
feito bússola do coração.
Daniel André
