
Canto à lua, de prata desenhada,
a canção triste da minha emoção,
versos sutis da paixão calada
que pulsa e vive em meu coração.
Te busco além da névoa enluarada,
obra divina do meu sonho e chão.
Mas quando abraço a tua alma alada,
me escapas... feito brisa em minha mão.
Teus olhos — dois faróis em noite calma,
me assombram com delírio e doçura,
te respiro no sal que vem do mar.
Se ao menos o destino me escutasse,
teu nome enfim repousaria em minha alma,
e meu sorriso, em ti, iria morar.
Daniel André