Chove de repente,
chuva que não pede licença.
Um
homem sozinho
aprende a gostar do barulho
que a água faz nas coisas pequenas.
Guarda um desejo
sem endereço certo:
um amor que chegue
feito flor entregue sem motivo.
Gosta
de receber flores
porque elas não perguntam nada.
Apenas ficam.
No
fim de tarde de domingo
o céu amolece,
a chuva descansa
e o homem também.
Ele sabe que amar
é esperar com delicadeza
enquanto o mundo molha
Daniel André
Linda espera essa, enquanto o mundo molha!Adorei!
ResponderExcluirabraços, chica
Amigo Daniel, boa noite de domingo!
ResponderExcluir"Um amor que chegue
feito flor entregue sem motivo."
Tão lindo!
Oxalá todos sentissemos o amor como sentimento nobre assim e leve...
Adorei.
Tenha uma nova semana abençoada!
Abraços fraternos
Meu amigo Dan,
ResponderExcluirUm amor que chegue sem hora marcada, sem a gente esperar, depois da chuva e da terra molhada. Quando a solidão bate no peito só queremos um amor que nos aqueça o coração. Seu poema tem uma sensibilidade tocante, te aplaudo meu amigo!
Abraços!
A minha mãe telefonou-me ontem muito aflita.
ResponderExcluirA cave da casa em Coimbra inundou.
E eu, desde Macau, posso mesmo ajudar.
Boa semana