Chove de repente,
chuva que não pede licença.
Um
homem sozinho
aprende a gostar do barulho
que a água faz nas coisas pequenas.
Guarda um desejo
sem endereço certo:
um amor que chegue
feito flor entregue sem motivo.
Gosta
de receber flores
porque elas não perguntam nada.
Apenas ficam.
No
fim de tarde de domingo
o céu amolece,
a chuva descansa
e o homem também.
Ele sabe que amar
é esperar com delicadeza
enquanto o mundo molha
Daniel André
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