No sábado o salão ganha alegria,
um coro de risadas se levanta,
secadores sopram como sinfonia,
cada mulher se enfeita e se encanta.
Minha mãe se ilumina em harmonia,
na cor que aos poucos brilha e se adianta,
e o tempo, que parecia correria,
se faz suave, doce e até se espanta.
Um cortejo de mulheres, cada uma,
descobre no espelho a própria luz,
a beleza que em riso se perfuma.
E eu, calado à parte, vejo o que
seduz:
é como ver dançar a clara espuma
do mar que em ondas a vida conduz.
Por Daniel André