11 de setembro de 2013

Cemitério de gente viva

Caminham em círculos de rotinas
Tropeçam uns nos outros, estão por aí.
Padecem no desgosto de viver
De decepções, optaram por morrer.

Alimentam-se de estrangeirismos
De ideias nas prateleiras pré-fabricadas
Seus corações foram petrificados de preconceitos
Mentes vazias e com o tempo enlatadas.

São máquinas vazias de sentimentos
Faces enferrujadas sem expressão de um sorrir
Zumbis desfalecidos, disfarçados de humanos,
Mastigam capitalismo e não conseguem engolir.

Mais um dia é sepultado pela luz da lua,
Enquanto mais pessoas vão morrendo em vida
Em outros planos, os mortos observam a entrada,
Da enorme fila do cemitério de gente viva.

Daniel André