28 de setembro de 2013

Cafeste romântico


 

Janelas abertas à meia noite

Um desejo pulsante, latente,

Um gato marrom atraído pelo olor,

De um corpo numa cama ardente.

 

Lambo meu bigode ao te ver

De bruços você apenas devaneia,

Num cafajeste romântico bem descarado,

Eu te acordo, e tu me incendeias.

 

Vou roçando minha barba rala

Nessa rosa já despetalada

Seus faróis acendem no escuro

Rasgo sua roupa, te deixo sem nada.

 

Minha língua corre as estradas,

Dessa carne que chora por possessão

Laços de pernas, e gemidos na cama

E terminamos ofegantes no chão.

 

Suavemente, volta a sonhar comigo,

Enquanto me arrumo, te deixo soluçar,

Antes de partir beijo a sua testa

E uma rosa vermelha para se lembrar.

 

Saio por onde entrei,

Ainda ouço gemidos para satisfazer

Sou romântico a moda antiga

Que arranca aplausos de prazer.

 

 Daniel André