22 de setembro de 2013

Presente do subjuntivo do verbo amar



Foram tantas gargalhadas,

Que aquela noite,

Jamais morrerá...

Que eu ame,

Que tu me ames,

Amemos !


Conversamos sobre Nietzsche,

E percebemos que a religião

A verdadeira e única,

Nessa esfera terrestre,

Olhos de algum Deus, é o amor.

Amemos!


Ouvimos Novos Baianos,

Secos, e molhamos o não molhado,

Fumamos a vida, ríamos.

E sem perceber, estávamos ali,

Sentados, quase que cochilando.

Era ele nascendo, o amor.

Amemos!


Sem saber de exatamente nada,

Encontramos inúmeras semelhanças

Dessemelhanças, e brigamos,

Feito filhotes de algum bicho

Foram tantos encontros,

Que nem as horas passavam.

Amemos!


Peguei em sua mão,

Olhei bem no fundo,

Dessas bolinhas de Vênus

Você me olha bem infantil,

Aproximo minha boca na sua,

E digo a você: sempre te amei...

Amemos!


 Daniel André