30 de janeiro de 2014

O altar




Quando as montanhas escolhem,
Minhas costas para descansar,
Dobro meus joelhos cansados,
E medito no meu altar.

Nesse altar não há singularidade,
Há deuses do bem sem antagonismos,
Preconizam humanidade e amor,
No fechar dos olhos, reflito.

Fecho a cortina do mundo,
E quando abro, um prisma diferente,
Flutuo na mandala das verdades,
De uma pomba da paz reluzente.

Na ultima galáxia verde esmeralda,
Um santuário de plena harmonia,
Sou recebido por Jesus, Oxalá, Krishna e Buda,
Com palmas para minha alegria.

Diante de uma mesa brilhante,
Aprendo ensinamentos valiosos,
Sou acolhido por grandes homens,
Que me conhecem no fundo dos olhos.

A calda de um cometa azulado,
Conduz meu espírito para o lar
Deus observava sorridente,
O legado da tolerância que irei propagar.

De volta para o lampejo da fé,
O meu altar é um abrigo seguro,
Nele encontro as forças que preciso,
Para o sol clarear o escuro.

Dan André