7 de janeiro de 2014

O menino e o choro da lua



Venha até a mim,
Galopim do espaço,
Com o dote insaciável,
Pelo mistério da vida.
Minha harpa dourada,
Te busca no descanso,
Te acolhe no remanso,
Entre ervas sagradas,
E sonhos suculentos,
De infindáveis interrogações,
Do planeta em que vive.

Venha até a mim,
Com a força das indagações,
Que te perseguem,
E te mostrarei,
O estrondoso atraso,
Dessa Humanidade desumana,
Que se diversificam,
No indiversificável,
Causando insônias,
No solo paciente,
Dos teus sonhos.

Venha até a mim,
Poeira espacial,
Agora em sua frente,
Estrelas te olham,
Cometas te exaltam
Galáxias te recebem,
Corpos celestes te mostram,
A insignificância que somos,
Diante das grandezas,
Escondidas no espaço.

Venha até a mim,
Ser minúsculo do universo,
Entre no meu bocejar,
E saia das minhas entranhas,
Em forma de lágrimas,
Para banhar a autoridade
Daquelas pessoas,
Naquele pingo de sêmen,
Célula de alguém,
De um Bing bang,
Com o nome de terra.

Daniel André