3 de janeiro de 2012

Âmago





Abra as pernas da sua aura,
E os poros de seu corpo para eu entrar
Dos meus ventos não passara despercebido
De meu anseio de aqui se fixar.

Habitarei no deleite dos seus reflexos
Como se fosse a minha morada
Para registrar todos esses momentos
Que também estarão em minha alma.

Serei o suor que corre seu corpo
Como um rio salgado buscando afluente
A sede que corre meu desejo é grande
De tudo que diz respeito sobre agente.

Penetrarei em sua carne como vírus
E quando pensar em mim sentirá prazer
Fechando a cortina do mundo você implora
A próxima volúpia que ira acontecer.

Quero ser a água que você bebe
Para oxigenar as veias do seu coração
Dentro de ti estarei presente
Para nunca se tornar uma interrogação.

Daniel André.

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