11 de dezembro de 2011

As lágrimas da serra


 

A chuva não parava de chorar,
As pessoas não aguentavam mais,
A mãe natureza reagiu mostrando,
Que com ela o mal não se faz.

Das imensas montanhas,
Desceram inúmeras pedras,
Derrubando casas e plantações,
A beleza transformou-se em trevas.

O manso rio que corta a cidade,
Foi transbordando rapidamente,
Tão forte era a energia das águas,
Carregando carros, igrejas e gente.

Os morros que pareciam tão sólidos,
Foram descendo como mingau de lama,
Muitas pessoas ali morreram,
Deixando toda nação em drama.

Tudo ainda estava inerte,
Esperavam as lágrimas ainda acalmar,
Caminhões passeavam com corpos de lama,
Na ansiedade de um povo de ressuscitar.

Daniel André


Na madrugada de 11 de janeiro de 2011, Nova Friburgo, uma das três grandes cidades da serra fluminense  foi a que mais sofreu com as chuvas de verão. A cidade foi devastada pelas cheias dos rios, deslizamentos das encostas, contabilizando oficialmente em todo o município mais de 400 vítimas fatais e mais de 300 pessoas desaparecidas em decorrência das enchentes e deslizamentos. Perdi amigos, minha casa, mais graças a Deus, vivo estou.

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