14 de dezembro de 2011

O embrião dos sonhos



Pálpebras como âncoras
um cósmico mergulhador
tempo, verbo e espaço
na mente do criador.

A realidade se distancia,
com a fantasia vou estar
voando em profundezas
a mente no fundo do mar.

Na onírica gota sagrada
crio a bondade entre serpentes
caio num poço sem fim
ou no solo de outras mentes.

Mergulho em lago salgado
um olho se abre na escuridão
mundos distorcidos espremem
a desigualdade podridão.

Beijado na testa pelo amor
correndo nos campos elísios
meus entes que já se foram
bebo com eles, e Dionísio.

A origem dos sentimentos
existem causas ou só ilusão?
De onde vem a vida
e surrealidade desse embrião?


Daniel André.

2 comentários:

  1. A visão que tive neste pensamento foi de um idoso que ja não tem mais forças pra viver e o final ficou esplêndido, que uniu o inicio da vida com o inicio de certos sentimentos! Muito boa... Parabéns

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