17 de dezembro de 2011

Depois que você bateu a porta



A água não mata a minha sede,
O chão não é mais seguro,
O cobertor não aquece o meu frio,
Minha vida está no escuro.

Meu jardim agora é cinzento,
Meu lar agora é sombrio,
Os quadros perderam a beleza,
De tudo que já foi dito.

O perfume perdeu seu aroma,
As frutas não têm mais sabor,
O sol se transformou em lua
Daquele que vive sem amor.

Os passos estão perdidos,
De noite não há como descansar,
Seu semblante ainda é vivo,
Para quem insiste em ficar.

Tudo é um silencio,
A balburdia é o mesmo que rumor,
Sua voz permanece em minha mente,
Clamando pelo seu calor.

Dentro de mim é um rio,
Onde correm lágrimas de saudade,
Hoje só me resta lembranças
De nossos dias de felicidade.

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