14 de dezembro de 2011

Trancos e barrancos



Do declínio de nossas personalidades,
Vão surgindo diferentes oceanos,
Uma indagação reflete em nós
Do que fizemos nesses anos.

Cada um impera a rijeza de sua vontade,
E não sabemos a gênese desse conflito,
Amor e ódio vivem juntos,
Em baixo de um teto lânguido.

Somos dois adultos carrancudos,
E um se atrofia nessa esquisita situação,
Uma rivalidade de gênios imperativos,
Onde nenhum tem poder de decisão.

O amor pode ate chegar a nossa cama,
E despertar uma quietude que queremos,
Mas a cruzada de nossos ideais existe,
Dos fatos que ainda remoeremos.

Respeitar a privacidade do outro é o ideal,
E esmiuçar tudo não é uma atitude decente,
Para haver harmonia também é necessário,
Um acordo de paz entre agente.

Mas o acordo é desrespeitado, pisado,
E o período de prostração volta a assolar,
O prazer de ver o outro desanimado,
Não era assim que queríamos ficar.

Vivemos pelejando os nossos dias,
Por coisas inúteis em avanço,
Assim levaremos essa angustia doentia,
Aos trancos e barrancos.

Daniel André.

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