4 de novembro de 2015

O prisioneiro



Não é o teu corpo,
onde corre minha língua bífida,
orvalho salgado na pele,
mãos de libido, e
urros de satisfação, que faz de mim
o seu prisioneiro. O que me prende a ti,
está além do sexo, dos dias, dos anos, da vida.
É invisível, mas é bom! 

Daniel André