20 de maio de 2015

A mãe natureza


Diante de uma bela lagoa
Em suas claras águas,
Cortejei o meu reflexo
Pensativo, atirei arrependimentos
Num homem afogado em tédio.

As imensas árvores sem debilidades,
Com vigor tocavam as nuvens
Galhos franzinos precisavam cair
Para que novas vidas
Pudessem surgir.

É impecável a harmonia da natureza,
A policromia dos insetos,
Borboletas, joaninhas e esperanças...
Mandalas que voam,
Na brisa dos vales verdejantes
Coral de pássaros cantantes.

É o verde que entra
Lava minhas artérias poéticas
Na lagoa me cubro na brandura
Renovado, desnudo de amarguras.

Diante de uma bela lagoa
Meus pés enraizados na terra
Unifico a minha mente,
Com o ambiente.

E mesmo sofrida com a ganância
Ela ainda é capaz de florescer
A clareza dessa pureza
Agradeço a mãe natureza.


Daniel André.

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Para ilustrar minha observação sobre a natureza, sugiro que ouçam Olho D´água com Maria Bethânia.