9 de dezembro de 2014

Selva de pedras



Nascem rasgando a terra,
Edifícios espelhados de abundância
E luxo do progresso capitalista.

Matam as antigas construções,
Poesia em concreto, desenhos
E flores de nostalgia que encantam
Qualquer saudosista em prantos!

Nascem rasgando a terra,
A globalização, a desumanização
Selvas de pedras, impérios de gloria
Jogos áridos em competição.

Dessas erupções de progresso
Ainda quero andar na Belle Époque
Do antigo Rio de Janeiro à São Paulo
E sentir o suntuoso passado urbanístico. 

Daniel André.