26 de fevereiro de 2012

O super herói





Ser um super herói também cansa!
Mas as pessoas suplicantes não veem isso
Ajudar a todos mesmo com dor,
Não existindo a hipótese de ser remisso.

Ser um super herói não é para qualquer um,
É aguentar as mazelas da vida e não reclamar,
E se porventura um grito sufocado ecoar,
Recolha-se um pouco e volte a chorar.

Super heróis tem sentimentos profundos,
E certas palavras vêm como golpes certeiros,
Pedem respeito em seus momentos íntimos,
Para não se tornarem homens sorrateiros.

Super heróis querem ter suas ideias livres,
Assim como as gaivotas voando sobre o mar,
Eles renascem com uma forte audácia no peito,
E com uma bondade flamejante de amparar.

Se tiver uma forma inédita de não sofrer
Eu, que sou super herói, preciso saber
Sem lacrimejar eu seria mais próspero
Dessa grande arte que é socorrer.

Daniel André.


Estranha Saudade



Um vento de nostalgia sacudiu minha mente,
Fazendo-me acordar com almejadas lembranças,
Do poderoso rei que ainda não me transformei,
E da semente que plantei naquelas andanças.

Sorrisos alegres nas fotos de algumas pessoas
Transportam-me para uma ilha repleta de lastimas
Fazendo chorar silenciosos gritos de ajuda
De minhas amizades no mundo do conto de fadas.

Tento fugir dessas flechas atordoadas de saudades
Que se direcionam como um raio pra dentro de mim
Recordo do cheiro de sândalo que nunca respirei
Das roupas embalsamadas e com detalhes carmim.

A língua de um forte furacão me rapta correndo
E entro na fantasia que laça minha esperança
Desse lado há um timbre de gente me dizendo
Para eu jamais abandonar o meu lado criança

Que estranha saudade é essa que me persegue
De coisas harmônicas, tranquilas que nunca vivi
Sou dois, ou sou um, desses planetas saudosos
Do ímpeto desejo de ser sempre feliz.

Daniel André.

24 de fevereiro de 2012

Serpente


A sua presença causa náuseas
O seu andar é de uma serpente
O veneno esguicha de sua boca
Para prejudicar seres inocentes

Arquiteta maldades com prazer
Fica em êxtase com a desgraça alheia
Desconfia do silencio da bondade
Escorrendo ácido e sentindo-se cheia.

Vive sempre atrás de contenda
Porque a felicidade te perturba
Seus atos serão flechas certeiras
Para sua face tão indigesta e crua.

Suas palavras são jatos de fogo
E ser sincera é diferente de ser estúpida
Poderíamos todos viver em harmonia
Mas a sua insistência é ser bruta.

Pena é o que eu sinto dessa situação
Pois precisamos de bom caráter pra viver
Sua fama de serpente te afasta todos
Somente Deus para te fazer vencer.

Daniel André