26 de fevereiro de 2012

Estranha Saudade



Um vento de nostalgia sacudiu minha mente,
Fazendo-me acordar com almejadas lembranças,
Do poderoso rei que ainda não me transformei,
E da semente que plantei naquelas andanças.

Sorrisos alegres nas fotos de algumas pessoas
Transportam-me para uma ilha repleta de lastimas
Fazendo chorar silenciosos gritos de ajuda
De minhas amizades no mundo do conto de fadas.

Tento fugir dessas flechas atordoadas de saudades
Que se direcionam como um raio pra dentro de mim
Recordo do cheiro de sândalo que nunca respirei
Das roupas embalsamadas e com detalhes carmim.

A língua de um forte furacão me rapta correndo
E entro na fantasia que laça minha esperança
Desse lado há um timbre de gente me dizendo
Para eu jamais abandonar o meu lado criança

Que estranha saudade é essa que me persegue
De coisas harmônicas, tranquilas que nunca vivi
Sou dois, ou sou um, desses planetas saudosos
Do ímpeto desejo de ser sempre feliz.

Daniel André.

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