25 de maio de 2012

O libertino


Mais um leão foi morto!
Chego em casa
desato o nó da gravata
a mente vai até a geladeira
bebo a minha cerveja
de cueca no sofá.

Priapo incorpora.
E tu me aparece, desabrochando
todo fetiche escondido nos pelos escuros
da minha barba
falo
estou nu.

Sua obediência
quadrúpede na hora certa
fico em alerta
nas chamas acesas.
Brinco na anatomia de teu corpo
faço um jardim insano
parque de diversão do prazer.

Sem ritos dogmáticos
dignificamos o amor.
Na euforia da carne
somos o banquete perfeito
teu libertino secreto
escondido no peito.

Daniel André.

Um comentário:

  1. Não poderia terminar meu tour pelo seu blog com melhor poema. É visceral .O desejo na verdade é uma fome que temos do outro. Numa espécie de canibalismo.
    Ficarei sem conectar o G+ e meu blog por cerca de trinta dias. Não quero mas devo fazer isso.
    Ter seus comentários continua sendo importante.
    Já notei que as pessoas comentam, de modo geral, por ser amigas daquela/a que posta ou por educação: respondendo (muitas vezes )friamente ao comentário.
    Bem somos diferentes. Sou curiosa e gosto de comentar o que sinto.

    Até breve Meu Poeta, beijão estalaaaaaduu na sua testa!

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