24 de maio de 2012

Homem Grande



No ventre da minha mãe era seguro
E de lá pensei que nunca iria sair
Abri os olhos com medo do mundo
Criando meios de me expandir

Como uma peteca, cai de mão em mão
Até que fui morar com minha dindinha
Uma santa mulher do sorriso calmo
Que sempre se portou como rainha.

Ela se foi na historia da minha vida
E um pedaço de mim também
Cai na rivalidade de meu genitor
Que na sua cabeça, me fazia bem.

Às vezes me pego chorando,
Por um beijo, cheiro, abraço, nunca cedido
Sou um homem grande e também criança
Não escondo meus olhos do que eu sinto.

Quantas hostilidades passaram
Dessas páginas ruins não quero lembrar
Faço das pessoas que vivem comigo
A combinação pacata para o meu lar.

2 comentários:

  1. Marcas da vida nos fazem o que somos ou nos transformam naquilo que acreditamos ser melhor.
    Uma linda narrativa, pareceu-me bem real em forma de habilidosos versos.

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