4 de abril de 2015

O palhaço desolado

Sem vontade para animar
Apenas aprender e ouvir,
O circo que me envolve
Empurra-me para distrair.

O silêncio já respeito,
Um desânimo já enraizado,
A face carrancuda,
Um palhaço desolado.

O dia nem sorriu,
A escuridão insiste se despedir,
Difícil de a alegria voltar,
E se ela vir, logo irá partir.

Tem dias que o pessimismo bate
Mas vem o sol raiar alegria,
Com um sorriso amigo tudo passa,
Da nuvem negra de melancolia.

Novamente eu volto à vida,
Flores amáveis irei distribuir,
O picadeiro eleva o palhaço
Gargalhadas irão sair.

Daniel André