A inocência do amor,
brisa que toca e convida,
deu-nos asas de promessa
e um céu azul de vida.
Voamos sobre montanhas,
por entre dias e telhados,
sem medo, sem direção
só a alma em risos alados.
Teu corpo: abrigo e vento.
No peito que me acolheu,
planto o gesto mais lento
que o carinho já escreveu.
Vivamos, então, o sonho
nessa leve sintonia,
erguendo, com ternura,
a casa da poesia.
Daniel André 01Maio13
