Há presenças que entortam o ar.
Entram na sala como vento ruim,
carregando um veneno que não é grito
é silêncio pesado,
é sombra que se acomoda no canto.
Vejo-te erguendo castelos de maldade,
orgulhoso das ruínas que restam.
Há quem brilhe na alegria dos outros;
tu brilhas no apagamento alheio.
Tuas palavras são chumbo:
afundam quem tenta respirar verdade.
E eu, que quis apenas paz,
aprendo que o mal também se cansa.
Resta-me a pena
essa irmã da compaixão tardia.
Que Deus, na Sua paciência,
toque o ferro do teu peito
antes que o tempo o derreta em nada.
Daniel André 24Fev2012