O tempo é um drink invisível,
bebe-se muito, nunca se vê
em goles fundos, quase insensíveis,
afoga-se a arte de bem viver.
Retrocede como rio sem retorno,
onde um quadro pintava o coração.
Insistir no que já foi, já se foi,
traz à tona o breu da depressão.
Problemas crescem e sem clemência,
as faíscas nervosas queimam razão.
Os dias nos testam a resistência,
o estresse grita dentro da tensão.
O futuro? Pertence aos deuses,
que dançam sobre a névoa do porvir.
Desejar demais o que não veio
é convidar a ansiedade a consumir.
O tempo em excesso, líquido escorrendo,
dilui a mente, trinca a lucidez.
Sejamos humanos e atentos,
empatia é ciência da sensatez.
