O
meu Halloween é ralouin,
com cachaça e samba no terreiro.
As bruxas daqui são benzedeiras
não têm nada a ver com o estrangeiro.
Nosso
folclore é ouro vivo,
feito de lendas e tradições.
A mula sem cabeça ilumina as festas,
Saci Pererê pula nas canções.
No
meu ralouin não tem cupcake,
nem doces gringos sem sabor.
Tem rapadura, milho e pamonha,
e música que embriaga de amor.
Pra
quê copiar o que vem de fora?
Tem festa boa no nosso quintal.
Tem dança, reza e bicho encantado,
tem cultura pra um carnaval.
Americanizar
pra quê, meu povo,
se o que é nosso brilha de verdade?
É tempo de exportar com orgulho
essa nossa identidade.
Daniel André
