30 de novembro de 2011

Cidades do interior




Nas lindas paisagens gramíneas,
Encontro a minha paz e calor,
Fugindo da cidade grande,
Para as cidades do interior.

Gosto da humildade da roça,
Do leite da vaca fresquinho,
De queijo com goiabada
E um café bem quentinho!

Andar descalço nas ruas de barro,
Sem ter com o que se preocupar,
Tudo passa tão lentamente,
Com a calmaria daquele lugar.

Pescar numa represa abandonada,
Ou caçar no meio do mato,
Ouvir contos de um velho senhor,
Nadar em um lago pelado.

Parar numa antiga mercearia,
Comer pão com mortadela,
Tomar uma pinga da forte,
A noite do campo me espera.

Para o centro da cidade,
Vou de carroça ou a cavalo,
Ouvindo grilos cantando,
O zunido é por todo lado.

A igrejinha é bem antiga,
Extasiado fico a admirar,
Como é linda a sua praça,
É por aqui que irei ficar.

Até as pessoas são diferentes,
Com simpatia e humildade a oferecer,
Tudo parece tão prazeroso,
Que nada vem me aborrecer.

Encantando com tanta beleza,
Da grande metrópole irei fugir,
O interior é a minha alma
É no mato que irei residir.

Daniel André



A fotografia dessa minha poesia, foi tirada pelo meu amigo e fotógrafo Nil Barros. Fica na cidade de Duas Barras, interior do estado do RJ, terra do sambista Martinho da Vila. Trata-se da centenária fazenda Conceição dos Pinheiros, antiga produtora de café e hoje leite.