30 de novembro de 2018

O amor está no ar


O amor é o gás da vida
toque de afago na alma
um lindo encontro de sonhos
a descoberta na calma.

E um beijo inesperado
uma rosa vermelha na cama
o cheiro que se acostuma
o desejo que chama.

É a palavra silenciosa
que toca o sino da emoção
leva vida a lindos campos
e flores para o coração.

O amor sempre estará na moda
e pode mudar com os tempos
mas a essência é a mesma:
o verdadeiro sentimento.

Daniel André
  



Para embalar junto da poesia, "Love in the air".


25 de novembro de 2018

Caçador de estrelas


Vou para o céu caçar estrelas
com a trilha sonora dos lindos romances
que só passaram como um beijo apaixonado
em meus lábios faltos.

acredito nas estrelas
na dança empírica da atração de dois corpos
no mundo verbal e cientifico
que explique o indizível sentido do amor.

as estrelas mostram que amar é viver
estou no céu atrás de alguma delas
o aquecido abraço da luz .

no pequeno imensurável globo
rabisco a trajetoria como caça e caçador
e sempre munido por um primoroso romantismo.

Daniel André

12 de setembro de 2018

Fim de tarde


Fim de tarde na praia
meus pés beijados pela salgada espuma
contemplo o entardecer
num transparente véu de bruma.

Entro no solitário oceano
mergulho nas entranhas de netuno
e encontro liberto das algas
um amor livre do orgulho.

O pôr do sol se aproxima
a rouca luz, abraça todo o mar
eis o lindo cenário da natureza
ensinando a arte de amar.

Daniel André

13 de agosto de 2018

Testemunha de uma madrugada



E a insônia inoportuna
sequestra meu descanso
o dilúvio de meu lago cristalino
são amparadas nas asas de um anjo.

Saudade do que nunca tive.

As animadas samambaias,
dançam com o assobio do vento.
Uma canção romântica de Jim Croce
só angustiam sentimentos
nunca recíprocos.

Abraço forte com os olhos
sua fotografia mais bonita
teu cheiro corre meu corpo
o lume da minha vida.

E é no bocejo da manhã
que acordo para o que nunca vem
depois de testemunhar a madrugada
te encontro nos sonhos
e no meu além.

Daniel André

5 de agosto de 2018

Terno e vestido


Sinto as dores de meus irmãos
na intolerância são crucificados
no casulo dos guetos
não podem ser caçados.

No interior do terno de um homem
uma flor, alma feminina
na infância era vetado
por gostar de brincar com meninas.

De vestido estampado na feira
escondida numa fina voz aguda
sente saudades do futebol na rua
dos pés ralados, e sua bermuda.

Ternos podem vestir a vida
mas só o gênero veste a alma
se viver a opinião alheia
nunca encontrará a calma.

Machucada, mas erguida
andrógino, mas temido
acessórios são complementos
como um terno e um vestido.

Daniel André.

18 de junho de 2018

Triumph Bonneville


Jaqueta cor de corvo, 
armadura de liberdade,
um homem
e sua Triumph Bonneville.

Ele acelera na infinita estrada de outono,
voa no asfalto de um cenário bucólico,
enquanto as pesadas camadas de lamúria
juntam-se às folhas mortas.

A possante Bonnevillle, o conduz a sua extensão:
harmonia de um amor feliz
com o perfume natural da renovação,
no sério olhar por trás da ray ban.

Sem jaqueta 
uma armadura espiritual
um homem no pôr do sol 
e sua Triumph Bonneville.

Daniel André.

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Deixo com vocês, a melodia de uma música que amo, e se encaixa com o ambiente bucólico e metálico da Triumph Bonneville.

Abraços para todos vocês!  




10 de junho de 2018

O retorno



Retorno ao passado, que hoje é presente
não ouço vozes, nem vejo mais pessoas
e na minha face, a cusparada do tempo
vergonhosa e que atordoa.

Recebo o julgamento moral dos imperfeitos
enquanto conserto o caos desse pretérito
os leigos juízes da hipocrisia
fazem questão de instaurar inquérito.

Dedos que apontam erros
erros costurados de penitências
e no silêncio, a minha ciência.

Busco a força na esperança
deixo de lado o transtorno
e recomeço, com o meu retorno.

Daniel André