9 de dezembro de 2015

Um de nós



Um homem fuma seu cigarro
O outro toma a sua bebida
Ambos sozinhos no mundo
Questionando o “porque” da vida.

Uma mulher voa na rua,
Entre as cortinas da madrugada
Pensa e chora bastante
Por nunca ter sido amada.

O jovem excluído por todos
Não queria ter existido
No seu mundo de fantasias
Andará sempre ferido.

Equilibradas doses,
De humildade e compaixão
São antídotos poderosos
Para os erros e a solidão.


Daniel André.




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Gosto muito dessa linda canção do ABBA, para ilustrar a minha escrita. Abraços amigos !


28 de novembro de 2015

Zangões



Dois bravos sem colméia
expulsos, e sem ferrão
unem forças e vivem juntos
presas de amor,
presas de paixão.

Diante da flor mais bela,
criam o seu próprio reino
extasiados e não zangados,
o amor é belo, e não é feio.

Nas brisas montanhosas,
no frescor das flores
um voo nupcial,
dois zangões ...
Polinizam amores.

Daniel André





Milton Nascimento - Paula e Bebeto (Qualquer maneira de amor vale a pena). Abraços meus amigos, fiquem na paz.

24 de novembro de 2015

Igrejinha


Igrejinha toda linda
Envolvida no verde silvestre
Bordada no cantar do uirapuru
E com belos desenhos rupestres.

Por séculos no pulmão da floresta
Carrega o ar de um lindo passado
A fé sempre será a defesa
De um povo que vive animado.

A igrejinha alimenta sonhos
Com os batismos celebrados
e romarias que comemoram
os amores ali canonizados.

Daniel André





E para acompanhar o cenário poético de "Igrejinha", Jesus, alegria dos homens de J.S.Bach. 

4 de novembro de 2015

O seu prisioneiro


Não é o teu corpo,
onde corre minha língua bífida,
orvalho salgado na pele,
mãos de libido, e
urros de satisfação, que faz de mim
o seu prisioneiro. O que me prende a ti
está além do sexo, da amizade, da intimidade dos dias, dos anos, da vida. É invisível, mas é bom!

Daniel André




30 de outubro de 2015

Finitude



É necessário sair de cena,
apagar as luzes da ribalta, e se
sentirem a minha falta
procuram-me na pulsante dor
da saudade.

É necessário ser um átomo,
Estar invisível aos olhares medíocres,
Esconder-se nas palavras,
Sumir.

É necessário morrer,
Sentir-se abraçado pelos cravos,
E quando renascer
que meu desalento,
seja evaporado.

Daniel André 

17 de agosto de 2015

Que seja doce



É doce
todos os nossos passeios à noite
na presença da lua cheia
- Grãos de estrelas –
e nós dois
na roda gigante de um amor
sempre leve e com ritmadas batidas
de nossos corações. Simples notas.

É doce
todo nosso romântico encontro
de mãos dadas e olhos sorridentes
enamorados numa terna canção
embalada com a luz de nossas almas
perdidas no encanto lírico meu e seu
amar em silêncio.

Daniel André.