25 de novembro de 2014

O Dedo indicador de Deus




Quero escalar até o céu,
Com todo meu entusiasmo
Com a ajuda das palavras,
Com a força da minha fé,
Tocar com a minha alma,
O dedo indicador de Deus,
E pedir paz, amor, respeito
Fraternidade entre nós seres humanos,
E toda a natureza aqui na Terra.

Daniel André.



 


21 de outubro de 2014

Filósofos de ônibus




Rostos acordados, outros dormindo
É a rotina dos filósofos de ônibus,
Trabalhadores em seus universos
Pensando sobre as quatro rodas
Na temporariedade que é viver.

Na bolsa, a marmita, o alimento do corpo,
Na mente, os sonhos, alimento da alma
Cada um em sua particularidade
Admirando as mesmas paisagens
E ouvindo o ronco dos motores.

Da janela, há infindáveis questionamentos
Semblantes notadamente apaixonados,
Alguns ansiosos, com medo, e que se unem
Em busca de uma inteligência maior
Para resolver a intimidade de seus problemas.

Um dia termina, e outro começa
Dentro do ônibus a chance de pensar
E perceber que a verdadeira mudança
Não está em sair de um lugar para o outro
A mudança está dentro de nós.

Daniel André.

6 de junho de 2014

Coração leviano



Estalaste esperanças em meus ouvidos
Como se conhecesse um gemido
De um homem apaixonado.

Elevaste a grandeza de um sentimento
Beijando pétalas de nossos momentos
Num cenário de tranquilidade.

Tiraste meu escudo de aço
E me faz de palhaço
No seu afável colo de amor.

Até que desprotegido da vida
Percebo em meu peito a ferida
Nascendo em mim outra vez.

Então lavo minh´ alma em lágrimas
Mergulho num mar de lastimas
Para poder me amar.

Ao som de um piano,
Lembro do seu coração leviano
E de nós dois.

Daniel André.
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