9 de dezembro de 2014

Selva de pedras



Nascem rasgando a terra,
Edifícios espelhados de abundância
E luxo do progresso capitalista.

Matam as antigas construções,
Poesia em concreto, desenhos
E flores de nostalgia que encantam
Qualquer saudosista em prantos!

Nascem rasgando a terra,
A globalização, a desumanização
Selvas de pedras, impérios de gloria
Jogos áridos da selva em competição.

Dessas erupções de progresso
Ainda quero andar na Belle Époque
Do antigo Rio de Janeiro à São Paulo
E sentir o suntuoso passado urbanístico. 

Daniel André.
 

1 de dezembro de 2014

Abajur, blues, jazz, dois copos

O abajur vermelho
Deixava a sala rubro veludo,
E dois corpos sossegados
Em cima dos suspiros profundos
Nuvens de bem estar paixão.

O ambiente nostálgico do blues
Encaixava-se com a rouquidão de prazer
Cenas antigas do cinema mudo,
Preto e branco, elegância da interna magia
Ternura, mas mudo, e explodindo amor.

O corpo deles é jazz,
Uma melodia sincopada, bem ajustada
Olhos risonhos de uma trilha sonora feliz
De um casal invadido pelo amor.

Dois copos de despudor,
Dançando sob um lençol vermelho
Embriagados, neblina de bons sonhos,
Beijos dourados, faíscas de felicidade
E ela,. Fitzgerald na vitrola.

Daniel André


Ella Jane Fitzgerald (Newport News, 25 de abril de 1917Beverly Hills, 15 de junho de 1996) também conhecida como a "Primeira Dama da Canção" (em inglês: First Lady of Song) e "Lady Ella", foi uma popular cantora de jazz estadunidense.2 Com uma extensão vocal que abrangia três oitavas, era notória pela pureza de sua tonalidade, sua dicção, fraseado e entonação impecáveis, bem como uma habilidade de improviso "semelhante a um instrumento de sopro", particularmente no scat.