29 de novembro de 2014

Do ciúme


Se o amor repousar no poente
Nascerá aquela febre ardente
Um ciúme, arrebatador, quente
Impetuoso sentimento pungente.

Se um dia ele escorrer em teu peito
Deixara-te prostrado em cima de um leito
Exigira o teu mais que perfeito
Porque o outro, sempre será suspeito.

Nele se confia, desconfiando
Contradiz-se em “estou te amando”
Perdoa se desculpando,
Sofrendo sempre com os anos.

Em sua forma mais branda e serena,
O ciúme é a proteção que não envenena,
É o tempero certo para certas cenas
De amor, de paixão, e coisas pequenas.

Daniel André.