2 de dezembro de 2013

Na época das cartas

Na banca de jornal de um ancião,
Conheci o anúncio sentimental,
Escrevia um assunto sempre confidencial,
Para toda sorte de pessoas.
                                                      
Suavemente recordo do carteiro,
Trazendo noticias de amor e amizade,
Fixando meus olhos na felicidade,
Em conhecer ideias diferentes.

Papéis de cartas perfumadas,
Atravessavam países, bairros e estados,
Nos semblantes ansiosamente notados,
Apertava a espera de uma resposta.

Quantas confidências prazerosas,
Juras de amor perdidas nas entrelinhas,
No selo que tanto amava tinha,
Poéticas imagens para meus sonhos.

Com o tempo, acabou a minha BIC azul,
São de contas, as cartas que hoje recebo,
Dessa época, eu ainda mereço,
A saudade que ainda tenho do carteiro.
  

Daniel André


27 comentários:

  1. Bem lembrado Daniel,hoje já não existe mais essas lindas cartas.
    É bom te vê aqui outra vez.
    beijinhos.

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  2. Uma época gostosa essa não é mesmo, Dan!
    Tambem sinto saudades de ficar ansiosa com o grito do carteiro. Hoje a gente mal o vê!

    Bom te ver de volta. Senti saudades.

    Beijos

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  3. Que lindo poema, Dan! Sobre uma realidade quase antiga, de cartas que se escreviam, e hoje escrevem-se emails. Não existe comparação. Quantas Bic eu não gastei para escrever para os meus namorados no estrangeiro....:-) ainda hoje guardo algumas cartas,de um passado tão bonito. Tudo o que é palpável, tudo o que se pode tocar tem outro valor.
    Adorei!
    xx

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  4. Lindo,Daniel. Agora com os emails e redes sociais,nem se vê mais cartas.

    E era maravilhoso receber uma!

    Beijinhos

    Dryka



    Blog Suas Histórias Nossas Histórias

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  5. Bonito Daniel

    Mas hoje não não se escrevem cartas... é tudo muito mais rápido...
    Mas recebi muitas.

    Gostei muito de ler.

    Abraço
    http://coisasdeumavida172.blogspot.pt/

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  6. Também tenho saudades dessa época. O carteiro era um grande e esperado amigo. Ainda guardo todas as cartas e selos com carinho. Como sempre, adorável com as palavras! parabéns!
    http://caligrafiadeluz.blogspot.com.br/

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  7. Taí um saudosismo que é meu também. A época das cartas era uma época deliciosa.

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  8. Estava com saudades de suas belas poesias.
    Parabéns Dan!
    As cartas estarão sempre presentes em nossa memoria,eu sempre gostei de receber cartas e bilhetes.Um grande abraço...
    Eva

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  9. Bom dia meu amigo.. época muito boa esta.. fala um que costumava mandar cartas românticas e nunca recebia retornos rsrs as pessoas deixaram e lado esta coisa tão bonita.. e se enfiaram de cabeça no mundo virtual que as esta destruindo.. abração meu amigo até sempre

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  10. Daniel

    e me deu sdd do carteiro tb, trazendo cartas e não contas rs... Brincadeiras a parte, faz muito tempo que não recebo uma cartinha.
    Lembro que tinha o costume de mandar para as amigas, cartões de natal, papeis de carta perfumados(adora esses). Hj em dia esse costume está perdido, é tudo virtual.
    Deu sdd deste tempo....

    tenha um lindo dia =)

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  11. Bons tempos mesmo ... os selos, os envelopes, os papéis e as Bic ...

    Saudades ...

    Beijão

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  12. Os carteiros ainda veem muito aqui em casa, trazer boletos e outras cartas comerciais. Quanto às BICs ainda tenho no meu estojo de eterna estudante.
    Beijão Meu Poeta!

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  13. Dos menos jovens quem não se lembra de um dia receber uma carta de amor?
    Hoje em dia são as mensagens de telemóvel, mas que nem de perto nem de longe, têm o mesmo impacto no coração de cada um.
    Hoje é mesmo apenas cartas para pagar contas...e algumas bem dolorosas

    Deixo abraço
    ***
    http://pensamentosedevaneiosdoaguialivre.blogspot.pt/



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  14. Apesar da rapidez dos emails, perdemos o romantismo de esperar pela resposta. Belo poema!

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  15. E só falar naquela época, que hoje me parece ter sido uma época de ouro, enche o coração de saudade. Parabéns Daniel, acordou em todos nós boas memórias. Abraços.

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  16. Cartas são insubstituíveis sempre, a troca sincera da letra escrita a mão, a mensagem única, o resgate da memória, belo Poetar Daniel! bom retornar ao universo dos blogs e dialogar com teus escritos, grande abraço! até sempre!

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  17. Paz de Jesus,ao passar pela net encontrei o seu blog, estive a ler as primeiras
    postagens e posso dizer que é um blog fantástico,
    com um bom conteúdo, dou-lhe os meus parabéns.
    Tenho um blog Peregrino E Servo que ficaria radiante se o visita-se,
    e se desejar comente,e se gostar e quiser seguir esteja à vontade, irei retribuir.
    Sou António Batalha seu conservo em Cristo Jesus.

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  18. Oi Daniel.
    Estava com saudade de passar por aqui e contemplar seus escritos!

    Belo poema.

    Eu sou amante das cartas, mesmo que hoje elas tenham perdido um pouco da fama.

    Encontrei um projeto na internet muito interessante. São pessoas de todo o mundo que se cadastram no site para a troca de cartões postais. É legal demais. Uma forma de continuar receber cartas, postais...
    Cartas que atravessam oceanos, cidades até chegarem em nossas mãos.

    O link do projeto de troca de cartões é esse: http://www.postcrossing.com/

    Entre os blogs também existe grupos que trocam cartas entre si. Gosto disso!

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  19. Lembrei-me deste pequeno texto que escrevi e até mandei pra minha mãe, como carta. Meu irmão, que lia pra ela perguntou-me: que diabo de carta doida é esta? É mesmo de quem não tem o que escrever, eu disse.

    MINI-CARTA À MÃE

    O que escrever quando as comunicações são instantâneas? Tudo que demora alguns minutos já chega velho e bolorento. Até o famoso “tá chovendo aí?” virou passado, pois a meteorologia é bastante precisa, então bença mãe, tá chovendo, té logo. Passados alguns 10 dias o sol voltou, tirou um pouco do ranço, (bolor meu?) e procuro novos motivos, novas palavras. Deparo-me com o enigma da Esfinge: decifra-me ou te devoro! Isto tem mais ou menos a minha idade – dois mil e quinhentos anos – e aqui ficou explícito o meu lado feminino com a supressão de alguns milênios.
    A época é, definitivamente do telefone e do computador e eu sou do tempo da Esfinge. Nada a dizer, lógico, pois múmia não fala, então bença mãe, não tá chovendo, té logo.
    Realmente eu não tinha nada pra dizer e Ana Paula me cobrou que eu escrevo pros jogadores de xadrez e não conseguia escrever pra minha mãe. Aí eu pensei: Ah! É assim? Então lá vai: E escrevi bem do jeito que faço pra eles.
    Há na MPB uma tão pequena quanto bela poesia de Ivan Lins chamada Bilhete e não querendo tomar-lhe emprestado (usurpar-lhe) o nome, pois de semelhança só existe o tamanho, tive que lançar mão deste pomposo termo: Mini-carta.

    Stenio, em vários dias de janeiro de 2007.

    Visite também: http://mulheresperolas-stenio.blogspot.com.br/

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  20. Oi Daniel,
    Recebi muitas cartas mas nunca respondi nenhuma, nunca gostei de escrever cartas, já avisa mas mesmo assim elas vinham.
    Você assistiu o meu vídeo? Lá tem o nome da cidade e o vídeo tem 2,31', fica no E. S.P. a cidade não vou falar o nome, é só ouvir o vídeo.
    Eu sou velha e você é que fica lelé? Pois fez um comentário no miniconto tempestade para mim e para a Cidália ao mesmo tempo. Ser uma só já é difícil, imagina ser duas.kkkk
    Vá devagar com a vida, num segundo ela pode não valer mais nada, falo isso porque ontem vi um homem, por imprudência, morrer na mesma pista em que estava. Gelei.
    Beijos
    Lua Singular

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  21. Oi Daniel
    Agora quem ficou no prejuízo fui eu, ao invés de excluí a errada excluí a certa , quando vi o erro besta excluí a outra. Conclusão: fiquei sem seu comentário no meu rincão.
    Você me deixa louca.kkk
    Beijos
    Lua Singular

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  22. Olá!Boa noite,Daniel!
    Belo escrito...
    ...estamos iguais, só recebo contas e mais contas, e de vez em quando, contas!
    .... com o surgimento da internet, celular e tantas outras novas tecnologias, a carta perdeu o seu prestígio.Só o prestígio...pois seu glamour continua intacto. Hoje em dia, são poucos os que ainda o utilizam. Alguns vem tristes, com notícias ruins. Em contrapartida, muitas cartas escritas, inclusive, cartas de amor e...sim, é verdade, o carteiro era ansiosamente esperado...hoje, receber encomenda pelos Correios é um exercício de paciência...
    agradeço pelo carinho, obrigado, belo final de semana,abraços!

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  23. Obrigada Daniel pelas as lindas palavras,obrigada por ser meu amigo.
    Sim sou uma sagitariana,alegre sincera e amiga.
    Beijinhos e um ótimo Domingo.

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  24. Olá Dan!

    Espero que estejas bem e que tudo esteja resolvido contigo. Também estive ausente, mas foi por mais de um mês. Foram problemas informáticos, que já estão solucionados.
    Parabéns pelo poema. :)
    Gostei, lembrou-me de um momento na vida em que escrevia cartas e enviava postais a amigos. Às vezes ainda faço isso.

    Obrigada pela visita, respondi ao teu comentário no meu blog.

    Beijos,

    Cris Henriques

    http://oqueomeucoracaodiz.blogspot.com

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  25. Um tempo mágico, que esperávamos receber uma carta, ler o seu conteúdo, o nervosismo, alegria, tristeza! Tudo muito simples mas cheio de uma "energia pessoal"! Bjo

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  26. Oi Daniel, eu sou autêntica e não saberia nunca fingir uma felicidade que não existe. Não posso beber, pois nunca bebi...Quer que eu morra?.kkkk
    Eu tenho algumas opções de vida...
    Beijos
    Lua Singular

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  27. Oi Daniel! Que delícia ler seus versos, tão sentimentais, que retratam uma época muito intensa pelas cartas escritas e recebidas. Fiz parte dessa época e tenho saudades dela. Escrever era uma condição e escrever bem, uma obrigação.
    E poetar como você é privilégio de alguns apenas. Parabéns!
    Um abraço!

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