20 de maio de 2013

Eu e meu quarto


Acelero para abrir a porta de casa,
Cansado das ruas desordenadas
Diálogos monótonos, pessoas confusas
Desnudo a roupa,
Descanso na almofada.

Um demorado banho quente
O chamar do colchão aconchegante
Não me preocupo com mais nada
Em meu universo,
Sou anormal,
Sou eu mesmo,
Sou deselegante.

Meu quarto,
Paraíso singular infinito
Aqui me entendo,
Encontro-me,
Perco-me,
Leio, escrevo e ninguém me incomoda
Na sonolência,
Embrulho-me nesse cerco.

Daniel André. 

3 comentários:

  1. Verdade temos nosso canto onde podemos ser nós mesmos sem dar satisfação a ninguém.
    Muito bom seu poema, retrata nossa vida cotidiana.

    Abraços
    Thiago
    www.riosul2012.com

    ResponderExcluir
  2. quando estamos com a gente mesmo ,vira uma poesia no cerebro; silencio.....conforto e coisas que nos pertencem como o pensamento !
    beijos
    adorei a poesia.

    ResponderExcluir
  3. Sinto o mesmo, meu quarto é meu paraíso, onde eu tenho a liberdade de trancar a porta e ficar sozinha comigo mesma. Parabéns pelo blog e pelas poesias!
    Acho que foi você que já me fez uma visita certa vez, mas logo em seguida excluí meu blog. Nesses últimos dias, desativei a exclusão. Então, se puder, visite-me de novo: www.lannadesafo.blogspot.com

    ResponderExcluir