14 de março de 2013

O excessivo



Enquanto escrevo sobre a vida
Incansavelmente te vejo irritada
Nossa varanda é tão minúscula
Largo tudo, fico na arquibancada

De repente você me atropela com verbos
Eu saio da frente buscando uma solução
Sorridente você me pede mudanças
Porque meu romantismo é sem coração

Elegantemente te explico que sou um poço
De sentimento, poesia, lirismo bem profundo
Se eu revelar meu lado Don Juan querida
Serei o mais excessivo homem do mundo.

Sou excessivo, um ansioso raio de luz
Que penetro em sua carne carente
E de repente, te abraço forte, sou teu suporte
Se entregue a mim, e verás que terá sorte

Sou excessivo na forma mais nobre
Vou te proteger como um cão fiel
Inúmeras ligações serão presenciadas
Fazendo-te ficar em nuvens, no céu

Sou excessivo como a água do oceano
Em profundidade, mistérios e sedução
Nunca mais reclamará de meu silencio
Porque vou te aguar a vida com paixão

Sabendo do anseio de ser amada, em palavras
Farei da sua vida um livro vivo de poesias
Na varanda não te vejo mais estressada, nem braba
Irei ser o excessivo, de noite, de dia, sem cortesias.

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