17 de junho de 2012

A dificil arte de fazer você feliz


E de um jeito, acabei te dando a lua de presente
Para mostrar que o meu amor é uma fortaleza
Com desprezo arranca-me uma lágrima
Desfazendo-se da minha humilde gentileza.

Acordei-te pela manhã com meu rosto feliz
Mostrando que faz bem ser sempre positivo
Gestos tão poderosos saem de seus olhos
Mostrando a insignificância que eu existo

Prolifero o seu ego de mimos e elogios
E você sobe em mim para se engrandecer
Quando fica distante, me sinto largado
Com esse seu egoísmo que me faz entristecer

Todo meu entusiasmo de viver é dizimado
E extirpado pela fúria do seu maquiavélico olhar
A arte de fazer você feliz me deixou acabado
Mas essa fúnebre submissão não deseja terminar.

7 de junho de 2012

Uma e quarenta e nove da manhã




Uma e quarenta e nove da manhã
Uma incansável vontade de ler,
Reler, estudar e escrever
Sobre a sua vida,
Mas não sei por quê
Dê-me um motivo
E começo a esclarecer
Que não existe nada
A respeito de você.

O tempo corre e
Vão surgindo grandes olheiras
Mas que besteira,
Redigir sobre seus atos
Mas essa intransponível
Vontade do abstrato
De deixar registrado
Em cartório os seus lapsos
Deixam as minhas pretensões
Em grande desacato
Mesmo assim sou grato
Em ter feito esse fato.

Uma e quarenta e nove da manhã,
O ponteiro vai correndo
Numa ágil velocidade
Olho para os lados,
Beijo a banalidade
Meus dedos nervosos
Na única finalidade
De assistir à rivalidade
Do tempo,
Do vento,
De um casal que se ofendem
E se amam de verdade.

Daniel André

5 de junho de 2012

Enquanto você dorme




Roncos de boca aberta,
Pés enrolados na meia
Momentos mágicos nessa noite
Que me felicita e galanteia.

De bruço sonhando na cama
Um sorriso me faz te abraçar
Igual a uma criança inofensiva
Canto baixinho para te ninar.

Enquanto você dorme amor
Fico suavizado, repleto de encantos
É serena essa sensualidade
Em nosso quarto, nosso recanto.

Durma vida minha
Contemplo-te com a paz proporcionada
Sonhe com um futuro brilhante

E eu te escrevo, te amo, e mais nada.

Daniel André.

O verde da vida



A vida é um grande verde, amo verde
A cor que vai clareando o estado gasoso
Os pigmentos fotossintéticos, estéticos.

Verde que anima a vida cinzenta
Que rasga as artérias e veias deficientes
Que deixa entrar o ar clorofilado
Lisérgico arco-íris da mente.

Andando, pisando na monocotiledónea
Bob Marley, o verde da luta
Bebo para matar a sede de cloroplasto
A minha pacifica paz ambiental reina.

Cor secundária, bela, que ascende a vida
Traz doses de equilíbrio, esperança
Meu sorriso aberto com a paz devida.

Daniel André