28 de maio de 2012

Santa Rosa


Santa rosa de lindas pétalas
Que de tão formosas e aveludadas
Tocaram no meu rosto festivo
Deixando-me acordado de madrugada.

Santa rosa, que doce aroma exala
Nessa ponta de dia que se inicia
Entrando no meu quarto me acorda
Com um perfume que se pronuncia.

Cubra meu dia com sua paz, santa rosa
Apagando os espinhos onde já pisei
Nessa suavidade que contorna sua forma
E da tempestade que desviei.

Santa rosa, queria ser o orvalho
Para deslizar na sua ímpeta perfeição
Paralisado eu fico diante de ti
Libertando-me da minha intima prisão

Rosa linda, minha santa rosa que enfeita
A vida das pessoas, os lares, a natureza
Da atmosfera poderia vir chuvas de pétalas
Tornando o céu uma festa de beleza.

25 de maio de 2012

Alimente-se de mim.



Não fique vagando em busca do nada
Eu sou o seu homem, é de mim que precisa
Disfarça que me enoja, mas é historia
No final, você vem e me da corda
Para eu te puxar do fundo do poço.

Temos um imã natural que nos aproxima
Travamos um duelo de excitação mental,
E no olhar, no silêncio da sala, você vem
Imóvel, do jeito que eu gosto, bem servil
Com a garganta seca, clamando por mim.

Possuir e percorrer a anatomia do seu corpo
É o meu deleite carnal, fico na euforia do orgasmo
Arrancando aplausos de gemidos de tua boca
E enquanto unimos o nosso tesão, tudo para
Porque sua obediência me excita, me fascina.

Ordeno a ti, a partir de tudo daqui pra frente
Que se alimente apenas da minha força brutal
Não buscando olhares,outras fontes, apenas de mim
Porque eu sou o teu macho, aquele te faz viajar
Por tantas órbitas e planetas, sem precisar levantar.

24 de maio de 2012

Homem Grande



No ventre da minha mãe era seguro
E de lá pensei que nunca iria sair
Abri os olhos com medo do mundo
Criando meios de me expandir

Como uma peteca, cai de mão em mão
Até que fui morar com minha dindinha
Uma santa mulher do sorriso calmo
Que sempre se portou como rainha.

Ela se foi na historia da minha vida
E um pedaço de mim também
Cai na rivalidade de meu genitor
Que na sua cabeça, me fazia bem.

Às vezes me pego chorando,
Por um beijo, cheiro, abraço, nunca cedido
Sou um homem grande e também criança
Não escondo meus olhos do que eu sinto.

Quantas hostilidades passaram
Dessas páginas ruins não quero lembrar
Faço das pessoas que vivem comigo
A combinação pacata para o meu lar.