31 de janeiro de 2012

Unidade na diversidade



O mundo esta dividido em tribos individualistas
E cada uma delas impõe a sua soberania
Para que todos na terra possam ser felizes
É preciso tirar o manto horrendo da tirania.

A lei maior de todas as relações é o amor
E também respeitar e praticar a bondade
O capitalismo devasta a essência do homem
Propagando o ódio e causando a mortandade.

Deus não é pluralista, é único no universo
E é isso que os filhos de Gaia devem aprender
Abraçando as crenças, orientações e partidos
De uma nova era que poderíamos defender.

Tudo nessa selva onde vivemos seria fácil
Se o evangélico abraçasse o umbandista
Se o católico abraçasse o candomblecista
Acabando com essa rivalidade idealista

Se todos fizessem das diferenças uma igualdade
Onde houvesse a paz livre de preconceitos
Da população branca abraçando a negra,
Somos todos iguais, nos livremos desse defeito.

A cor da pele não define caráter de ninguém
Nem a condição sexual chega ser importante
Um dia os héteros abraçando os homossexuais
Dessa grande família de um mesmo sangue.




26 de janeiro de 2012

Breve história de um coração doente.




Por onde andei não me lembro
Mas na lassidão desse caminho
Deixei lágrimas de sangue e vinho
Derramadas pelo meu coração
Revestido de muitos espinhos.

Meu coração já foi juvenil,
Andava de colo em colo,
Exaltava-se com uma paixão
E de todas elas, tirava uma lição
Mas nunca aprendeu...

Já foi romântico, dedicado e presente
Sofreu vandalismos, mas sempre paciente
Colocava uma pedra e abria as janelas
Para um novo amor que merecesse
Ate que algo de ruim acontecesse.

Hoje, calejado e sem esperanças
Anda desnorteado num mundo de drama,
Inseguro, observa tudo de impertinente
Ainda cauteloso, mas pouco exigente
Dessa breve historia, de um coração doente.

Iluminou



As batidas do meu lento coração
Acabaram de nascer com seu olhar
Iluminou, resplandeceu de vida
Pulsando forte, porque feliz estar.

Iluminou meu jardim que estava morto
Que rastreava esperanças no deserto
Perto de ti, meu porto seguro é forte
E hoje não tem lugar para o incerto.

Às vezes posso me sentir tristonho
Porque viver é uma arte complicada
Mas quando penso em teu lindo sorriso
Ilumina tudo o que não me agrada.

Somos dois astros apaixonados no céu
E fazemos eclipses de amor para o mundo
Temos uma sintonia iluminada existente
Desse relâmpago de desejos profundos.

Você ilumina meu corpo de alegria
E eu te retribuo isso em doses de prazer
Não temos pressa para as novidades
Apenas ansiedade para nos satisfazer.


Daniel André

A minha doença




Quando olho o seu semblante trancado,
Tento entrar no seu psiquismo pra entender
As suas luas mutáveis me confundem tanto
O que eu devo fazer para compreender você?

Busco nos inúmeros livros de autoajuda,
Um sutil conforto para uma mente criativa
De folhas a capítulos vou descobrindo
Que você é uma doença em minha vida.

Esse teu mundo tão escuro que já pertenço,
Queria ter pinceis e tintas para colorir,
Ate que tento sem sucesso desenhar flores
Nessa caverna estranha que não consigo sorrir.

E na verdade, estou em suas pequenas mãos
A sua magia de se transformar me acolhe
Mesmo que minha vontade não diga nada
Desse seu veneno, quero beber mais um gole.

Você já esta enraizada em minha carne
Faz promessas de mudança, mas não cumpre
De tanto amor, perco o meu verbo
E no final me acabo em ciúmes.

Daniel André.