7 de junho de 2012

Uma e quarenta e nove da manhã




Uma e quarenta e nove da manhã
Uma incansável vontade de ler,
Reler, estudar e escrever
Sobre a sua vida,
Mas não sei por quê
Dê-me um motivo
E começo a esclarecer
Que não existe nada
A respeito de você.

O tempo corre e
Vão surgindo grandes olheiras
Mas que besteira,
Redigir sobre seus atos
Mas essa intransponível
Vontade do abstrato
De deixar registrado
Em cartório os seus lapsos
Deixam as minhas pretensões
Em grande desacato
Mesmo assim sou grato
Em ter feito esse fato.

Uma e quarenta e nove da manhã,
O ponteiro vai correndo
Numa ágil velocidade
Olho para os lados,
Beijo a banalidade
Meus dedos nervosos
Na única finalidade
De assistir à rivalidade
Do tempo,
Do vento,
De um casal que se ofendem
E se amam de verdade.

Daniel André

Um comentário:

  1. Um momento em que o teu mundo girou.

    Espero que a noite tenha sido produtiva.

    Beijos

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